Feira da Agualva

10/28/2009

Moradores recusam-se aceitar deslocação da feira de Agualva

 

Os moradores da rua da Fé, em Agualva-Cacém, estão preocupados com os incómodos e o barulho inerentes à realização da feira semanal que se vai realizar naquele local e prometem reactivar comissão de residentes para inviabilizar decisão da autarquia.

Ao fim de vários anos de impasse quanto à localização da feira de Agualva, os feirantes aceitaram a proposta da câmara de Sintra para que o certame seja deslocado de um terreno sem as devidas condições no Cacém, para a rua da Fé, junto à igreja de Agualva.

Os residentes daquele local estão reticentes quanto à mudança da feira para aquele espaço e prometem fazer chegar as suas queixas à autarquia.

Carlos Alberto Filipe trocou, há dez anos, o seu apartamento em Lisboa, em busca de um local “mais calmo” para morar com a sua família, mas passado este tempo lamenta que os moradores não sejam ouvidos e que sejam obrigados a viver “paredes meias” com a feira de Agualva.

“Estou desolado. Moro aqui no primeiro andar e não consigo aceitar que a feira venha para aqui. Isto vai trazer muito barulho e se já temos dificuldade para estacionar agora com os feirantes a virem à sexta-feira à noite para aqui ainda vai ser pior”, lamentou à agência Lusa, Carlos Alberto Filipe.

O morador lembrou que “já há dois anos tentaram trazer a feira” para este local, mas a proposta foi recusada pelos feirantes que consideraram que o “espaço era muito pequeno”.

Na ocasião, os residentes do local constituíram uma Comissão de Moradores, que agora prometem reactivar, que se aliaram ao pároco com o objectivo de inviabilizar a deslocação da feira para aquele local junto ao lago de Agualva.

“Estávamos todos contentes a pensar que a feira já não vinha para cá, até porque não semana passada esteve cá uma empresa que trabalha para a junta de freguesia a cortar as vedações que puseram cá há dois anos. É escandaloso, se a feira voltar para cá vão ter que voltar a colocar novas vedações”, adiantou o morador.

Também Amândio Bento, que reside no local há trinta anos, se mostrou preocupado quanto à proposta da autarquia de Sintra para que a feira de Agualva seja deslocada para junto da igreja.

Segundo o morador, a feira vai “encher de lixo” o parque de estacionamento reservado ao prédio onde reside e, caso haja uma emergência “será difícil os bombeiros circularem aqui”.

“Mas porque é que não levam a feira para o Alto de Colaride. Ao menos ali não incomodam ninguém e quem quiser ir às compras tem estacionamento”, disse, indignado o morador.

A menos de 200 metros de distância do futuro local da feira encontra-se a igreja de Agualva.

Há mais de trinta anos à frente da paróquia de Agualva, o padre Amândio Antunes, disse à agência Lusa que a deslocação da feira para aquele sítio vai provocar incómodos à celebração das missas.

“Quem é que pode celebrar aqui com o barulho da feira?” – questionou o pároco que, no entanto, considera que “de qualquer forma a feira tem que estar em qualquer lado”.

O padre Amândio Antunes disse não ter sido contactado por ninguém para que desse a sua opinião sobre a presença da feira naquele sitio e considerou que, além do barulho, também a questão do estacionamento vai ser um problema nos dias de feira, sábados e domingos, precisamente os dias de maior actividade da igreja.

in Destak/Lusa | destak@destak.pt

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